BLOODY MARY – O CLÁSSICO DOS CLÁSSICOS

bloody mary with lemon wedge

O tradicional Bloody Mary é um dos drinques mais famosos da história. Seu nome dramático, que em português significa “Maria Sangrenta”, já que o drinque é vermelho e o suco de tomate é o grande responsável pela cor, encontra-se relacionado a diversas lendas.

Salgado e apimentado, este coquetel não agrada a todos, mas traz consigo uma legião de admiradores pelo mundo afora.

O Bloody Mary drink comemorou em 2014 seus 80 anos, sem perder o luxo e o glamour com o passar do tempo.

Uma pesquisa realizada pelo Technomic Trends, mostrou que cerca de 33% dos americanos consomem o coquetel ao menos uma vez por mês e, 54% preparam o drink em casa em ocasiões especiais, como festas, recepções e jantares. Ou seja, a bebida continua em alta ainda hoje.

O artigo publicado no jornal britânico The Telegraph, em março de 2011 chamado “What do you put in your Bloody Mary?” (O que você coloca no seu Bloody Mary), apresenta a opinião do cientista norte-americano Dr. Neil Da Costa (especialista em análise química dos sabores pela empresa Flavours and Fragrances, de Nova Jersey) que afirmou: “O Bloody Mary drink é o coquetel mais complexo do mundo”.

Do ponto de vista químico, a mistura dos diversos compostos atua sobre os sentidos do paladar. Ainda segundo o cientista: “É o equilíbrio perfeito do doce, salgado e azedo, mas não amargo, e por esta razão o mais difícil de acertar”.

A História do Bloody Mary Drink

A criação desse octogenário é um tanto quanto confusa. Alguns acreditam na sua criação pelo ator e produtor George Jessel, que no final da década de 30 era garoto propaganda da Smirnoff e aparecia posando com uma bebida vermelha preparada com vodka. Para tantos outros, teria sido criada especialmente para Ernest Hemingway por um barman do hotel Ritz de Paris, como um drink que não exalasse odor, para que a esposa do escritor não percebesse suas escapadelas ao bar.

Porém, a versão mais aceita do coquetel (datada dos anos 20) que leva vodca, suco de tomate e os temperos em seu preparo, foi criada pelo francês Fernand Petiot quando ele trabalhava no Harry’s Bar, em Paris. Petiot afirmou em uma citação para o “The New Yorker Magazine” em Julho 1964, que George Jessel teria criado pela primeira vez a bebida e o nome, e que ele apenas adicionou os temperos para não beber a vodka pura com suco de tomate: “Eu iniciei o Bloody Mary atual”, afirmou Petiot. “Jessel disse que o criou, mas não era nada mais que vodka e suco de tomate quando o apresentou. Eu cubro o fundo da coqueteleira com quatro grandes traços de sal, duas pitadas de pimenta preta, duas pitadas de pimenta caiena, e uma camada de molho inglês, e em seguida, adiciono uma pitada de suco de limão e algum gelo picado, coloco duas onças de vodka e duas onças de suco de tomate espesso, bato bem, e sirvo no copo. Servimos de cem a cento e cinquenta Bloody Marys um dia aqui no King Cole Room e em outros restaurantes e salas de banquetes”.

Cabe lembrar que entre os anos de 1920 e 1933, vigorou nos Estados Unidos a lei que ficou conhecida como a “Lei Seca”, que estabelecia que nenhuma bebida poderia ser vendida contento mais do que 0,5% de álcool em sua composição. O contrabando e a produção ilegal propiciaram o surgimento de bebidas alcoólicas com qualidade e gosto duvidosos, e a única maneira de consumi-las era através da mistura de sucos, refrigerantes e outros ingredientes. Nesta época, os clientes americanos procuravam por uma bebida de aparência e teor alcoólicos mascarados e pasmem: o Bloody Mary foi à saída perfeita para confundir as autoridades.

A origem do nome

Da mesma forma que a sua criação, a origem do seu nome também é confusa, existindo três versões para isso:

– Uma das versões refere-se a Mary Pickford, atriz americana do cinema mudo;

– Outra versão refere-se a uma garçonete chamada pelos clientes, do Bar Bucket of Blood (Balde de Sangue) em Chicago, de Bloody Mary;

– E a última versão, estaria relacionada à Maria Tudor ou Maria I, rainha inglesa que perseguiu protestantes na Inglaterra e Escócia no século XVI.

BloodyMary2Entretanto, a versão mais aceita entre os críticos e historiadores é a da inspiração para o nome ter vindo da realeza britânica (última versão).

Durante o seu curto reinado (que durou apenas 5 anos – 1553 a 1558), a rainha Maria I tentou em vão restaurar o catolicismo inglês e perseguiu a igreja que seu próprio pai, o rei Henrique VIII havia fundado, mandando queimar cerca de 300 anglicanos vivos, o que lhe rendeu o apelido de “Bloody Mary”. Até sua meia-irmã, que se tornaria a célebre rainha Elizabeth I, permaneceu presa durante dois meses na Torre de Londres.

O segredo do sucesso

O segredo do sucesso deste drink está no equilíbrio da sua mistura. O suco de tomate e o gelo neutralizam o tempero, sem tirar a personalidade. É um excelente drinque para começar uma refeição, abrindo o apetite.

Outra grande qualidade atribuída ao Bloody Mary drink é a sua capacidade de curar ressacas. Isso mesmo! Drinques salgados são ótimos para isso. O suco de tomate, salsão e o limão ajudariam a metabolizar mais rapidamente o álcool.

Bloody Mary e Hollywood

Diversos são os filmes que ajudaram a eternizar o nome de drinques: Sex and the City (2008 – marcou o famoso Cosmopolitan), O Grande Lebowsky (1998 – marcou o White Russian), O Professor Aloprado (1996 – marcou o Polar Bear Heather) e, logicamente o Bloody Mary não poderia ficar de fora.

O filme Cocktail (1988), estrelado por Tom Cruise, apresenta uma cena na qual o drinque é preparado e bebido por um dos personagens (Douglas Couglin interpretado por Bryan Brown). No filme Brian Flanagan (Tom Cruise) é um ex-militar que retorna a sua cidade natal para fazer faculdade e para bancar os seus estudos arruma um emprego como bartender.

Algumas pessoas afirmam ainda, que o Bloody Mary drink teria sido o preferido da grande atriz norte-americana Marylin Monroe.

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Depois de saber todas essas curiosidades e histórias sobre o drink, que tal preparar um Bloody Mary com as super dicas do Rafael Pizanti? Então clique no vídeo abaixo e divirta-se!

Receita do Bloody Mary Drink

60 ml de vodka

150 ml de suco de tomate

15 ml de suco de limão

2 gotas de tabasco

15 ml de molho inglês

Sal

Gelo

Modo de preparo:

Crustar a borda de um copo long drink com limão, sal e reservar. Em seguida, adicionar em outro copo o suco de tomate, o suco de limão, o tabasco, uma pitada de sal, o molho inglês, a vodka e o gelo. Misturar e coar sem deixar cair o gelo (repetir o processo 3x). Servir no copo inicialmente reservado com gelo. Para decorar utilizar 1 talo de cenoura, 1 talo de aipo, 1 ramo de alecrim e 1 gomo de limão.

 

 

 

 

 

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